O título é só para chamar a atenção, afinal de contas, não estou contando a história da Tecmedia para ficar reclamando das coisas que aconteceram.
Muito pelo contrário: quero compartilhar todas as passagens importantes nestes quase 12 anos de história e mostrar que é preciso muito mais do que dinheiro para fazer uma empresa crescer.
Um dia desses, li uma frase muito legal: “Tem gente que é tão pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro”
Bom, nesta época (cerca de 18 meses após a abertura da empresa), estávamos trabalhando para alguns clientes, mas as contas a pagar eram em maior número que as contas a receber.
Um belo dia, recebi um telefonema de um amigo meu da faculdade, dizendo que a Eliane Revestimentos Cerâmicos, de Cocal do Sul, a maior empresa cerâmica do Brasil, estava precisando de um profissional que conhecesse internet. Essa era, basicamente, a descrição da vaga.
Esse meu amigo, sabendo das nossas dificuldades, sugeriu que eu entrasse em contato para obter mais informações.
Pensei um pouco e decidi ir atrás para ver do que se tratava. Revisei meu currículo, colocando tudo que eu havia feito na Tecmedia durante aquele período de 1 ano e meio: servidores web, Html, Javascript, FrontPage, VDO vídeo, Flash, PWS, PhotoShop, Corel, Gif Animator, E-mail, FTP, Hospedagem, Delphi e outras coisinhas.
Como o meu fusca estava “pifado”, tive que pedir um carro emprestado para ir de Tubarão até Cocal do Sul para entregar o meu currículo. Minha tia, Maria Picker Cachoeira, apoiadora incondicional da minha carreira profissional, emprestou o carro e até foi junto comigo até à Eliane.
Chegando lá, procurei o departamento de RH, falei com o responsável e disse a ele que eu gostaria de entregar o meu currículo para a vaga do “profissional de internet” que eles divulgaram.
Para minha surpresa, fui informado que a vaga já havia sido preenchida. Mesmo assim, ele sugeriu que eu deixasse o currículo para uma outra oportunidade. Como não tinha nada a perder, foi o que eu fiz.
Para minha surpresa maior ainda, ao chegar de volta a Tubarão, o Erlon disse que tinham acabado de ligar da Eliane Revestimentos Cerâmicos querendo falar comigo. Retornei a ligação e fui informado que o gerente de TI da empresa olhou o meu currículo e gostaria de conversar pessoalmente comigo.
Marcamos um dia e fui até à Eliane, conversei com o Júlio, na época gerente de TI da Eliane e meu amigo até hoje. Ele explicou que a vaga tinha sido uma solicitação do diretor presidente da empresa, sr. Adriano Lima, e que seria uma função estratégica direcionada para internet. Falei da minha experiência (razoável para época), comentei sobre as dificuldades em manter a empresa e, no final do papo, fechamos negócio. Ou seja, eu começaria a trabalhar em período integral na Eliane Revestimentos Cerâmicos. Pedi um prazo para acertar os detalhes relacionados à empresa.
Detalhe: fiquei sabendo, depois, que havia 31 currículos de profissionais interessados nesta vaga, do Brasil inteiro.
5 dias depois recebi novo contato da Eliane, agora através da pessoa do sr. Leonardo, gerente do departamento de marketing. Fui novamente até Cocal, conversei com ele e acertamos que eu iria trabalhar no departamento de marketing, ao invés da TI, como acertado inicialmente, e que faríamos o período de experiência através da Tecmedia. Ou seja, eu trabalharia em tempo integral na Eliane, mas continuaria mantendo a empresa para emissão de nota fiscal de prestação de serviços.
Após 2 semanas, comecei a trabalhar lá.


