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Comércio eletrônico cresce no “Long Tail”

17/02/2010

Os pequenos vão ganhar espaço e roubar mercado até então quase exclusivo dos grandes. Mas quais as verdadeiras razões para esse fenômeno?

Não existem muitos números sobre comércio eletrônico no Brasil, se compararmos com os dados disponíveis nos EUA, mas o pouco que temos mostra que pequenas empresas aumentaram em 19% sua participação no mercado, enquanto as 100 maiores perderam 1,7%. A conclusão é do relatório da e-bit, o Webshoppers.

Aqui em terras tupininquins as top 10 são mais de 75% do total de vendas online, enquanto nos EUA são apenas 40%. Só a B2W (Americanas, Submarino, Shoptime) representa 36%, e lá nos EUA a Amazon tem 14,5%. Até no e-commerce a desigualdade brasileira é maior.

A tendência é óbvia: os pequenos vão ganhar espaço e roubar mercado até então quase exclusivo dos grandes. Mas quais as verdadeiras razões para esse fenômeno? Como os profissionais de Internet participam dessa onda? Quais oportunidades de negócio podem surgir a partir dessa tendência?

O estudo diz que as causas são:

    * Maior conscientização dos consumidores com relação à segurança, pois estão comprando em lojas menores e aprendendo a confiar em outras marcas menos expressivas. É uma boa hipótese, mas para medir isso e ter certeza, precisamos fazer pesquisas de opinião com os e-consumidores, o que não foi feito. Se compram em lojas menores, é porque estão confiando em algo que antes não confiavam. Seria o meio de pagamento?
    * O conteúdo disponível sobre os produtos melhorou. Mas o estudo não explica como isso influenciou os compradores a irem para lojas menores. Não há provas nem evidências de que essa é a razão.
    * Ferramentas de pagamento diminuem a barreira de entrada de novas lojas virtuais. Essa é uma informação concreta, que podemos ver, medir e comprovar.

A razão que explica a tendência

Uma explicação para o crescimento da fatia detida pelas lojas pequenas é o uso de sistemas de pagamento online seguros, que permitem que o pequeno comerciante comece a vender seus produtos com pouquíssimo esforço e sem ter que gastar com implementações diferenciadas para cada meio de pagamento ou infra-estrutura de segurança.

Empresas de pagamentos online, como a brasileira PagSeguro, têm entre seus clientes lojas virutais, ONGs e igrejas que recebem doações, além de vendedores sem CNPJ que aceitam pagamentos por sistema eletrônico, o que é uma evidência razoável para o crescimento do e-commerce no long tail.

Entre os trunfos para que os sistemas de pagamento online se espalhem com tanta eficiência estão a integração simplificada com uma grande quantidade de plataformas de comércio eletrônico. Segundo o próprio PagSeguro, há hoje implementações em mais de 500 plataformas e soluções de loja. Além disso, há a disponibilização de módulos prontos para diversas linguagens de programações e CMSs, publicados juntamente com vídeos e tutoriais.

Outro tipo de integração muito interessante, utilizado por milhares e de vendedores, são os botões de pagamento e doação, possíveis de serem inseridos nos sites com simples copy & paste de um código HTML, que pode ser usado em blogs, sites institucionais, sejam eles estáticos ou dinâmicos.

A integração de meios de pagamento ficou tão copy & paste que é fácil encontrar vendedores inusitados, como funilarias parcelando consertos no cartão de crédito, estacionamentos vendendo pernoite pré-pago em aeroportos, artesãos vendendo trabalhos manuais para todo Brasil, revendedoras de cosméticos faturando seus pedidos por e-mail, professores dando cursos online pagos com cartão de crédito, bandas vendendo músicas por download... Enfim, pense em alguma necessidade, copy & paste e pronto. Virou e-commerce.

Vantagens para todos envolvidos no e-commerce


Grandes varejistas como Casas Bahia, Livraria Cultura, Casa & Vídeo e tantos outros usam sistemas online como forma de oferecer meios de pagamento seguros (transferência bancária e saldo disponível no sistema) mesmo para aqueles consumidores que têm medo de digitar o número de cartão de crédito na web, ou preferem a conveniência de comprar apenas com login e senha.

Médios e pequenos varejistas usam para oferecer venda à prazo, e recebimento à vista, sem ter que pagar pela antecipação. É uma saída interessante para substituir as altas taxas de juros dos bancos. Também valorizam o fato de ter todos meios de pagamento em um só extrato, uma só integração, dispensando diversos contratos e conciliações.

Os médios e pequenos que vendem itens de alto valor apreciam ainda mais a solução de pagamento online, pois terceirizam não só a análise dos pagamentos, mas também todo o risco de fraudes. Todas as vendas são filtradas e analisadas, e o risco fica todo com o provedor do serviço de pagamento, eliminando o risco de fraude e eliminando a possibilidade de estornos para o lojista. É importante contar com uma empresa de grande porte e credibilidade na hora de escolher a solução, pois os recebíveis do lojista estarão nas mãos dessa empresa.

As lojas virtuais que querem se diferenciar utilizam esse tipo de serviço para mostrar que o poder da negociação, o controle do dinheiro, está nas mãos do comprador, que tem o pedido entregue ou o dinheiro devolvido pelo serviço de pagamentos.

Desenvolvedores e integradores de lojas virtuais são primordiais no processo de crescimento do e-commerce como um todo e principalmente quando falamos de pequenos e médios comerciantes que estão entrando na internet. Além de poder oferecer uma solução reconhecidamente segura e padrão para todos os seus clientes, o desenvolvedor ainda tem a possibilidade de receber comissões sobre todas as vendas realizadas nas lojas virtuais desenvolvidas ou integradas por ele. Há casos de desenvolvedores faturando mais de R$10 mil mensais em seu programa de afiliados. Fica aí a dica, se você é desenvolvedor e deseja entrar no ramo de comércio eletrônico, adicione o botão de pagamento e comece a faturar!

Autor: Dennis Ferreira


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