Para manter você sempre atualizado, disponibilizamos artigos super interessantes sobre Internet e assuntos relacionados.
Todos os artigos publicados, neste web site, são de inteira responsabilidade de seus autores, não refletindo obrigatoriamente a opinião da Tecmedia Internet Design.
19/11/2008
Intranets e portais B2B sabem oferecer relevância e contexto e têm muito a ajudar na comunicação e no conteúdo. Os buscadores B2B nos ensinam que às vezes vale a pena a pensar pelo usuário.
Usuário bom é usuário que sabe o que quer. Certo? Nem sempre.
O que ele procura enquanto está se decidindo sobre uma compra, um
download ou até sobre ler ou não uma notícia? O que chama o olhar
dele e faz com que aquele tempo médio de alguns segundos se torne um
glorioso minuto de atenção? Estas pegadas no nosso terreno são muito
valiosas.
Detectar o comportamento do usuário e identificar suas preferências de
consumo (de produto ou conteúdo) é uma tarefa que parece difícil, que
requer dedicação de uma equipe de analistas cruzando dados, desenhando
clusters, montando cross e up selling baseado nestes dados. Mas
oferecer resultado de busca rankeado por estes dados é ouro. A tarefa
não é difícil.
Comece a pensar em como um buscador de intranet funciona (ou deveria funcionar).
Com base nos insumos históricos de navegação desse usuário - vamos
dizer, por exemplo, um operador de call center - uma ferramenta de
busca pode trazer com prioridade os conteúdos que ele costuma acessar
diariamente em seu trabalho. Lembrando que o operador de call center é
um usuário secundário literalmente pago pela sua agilidade. Para ele,
um assunto buscado deve aparecer em segundos (o cliente está lá, já
impaciente, esperando pela resposta). Se a ferramenta pudesse pensar
por ele, que maravilha!
Vamos supor que este operador trabalhe para a indústria farmacêutica,
em uma célula de atendimento específica para atender dentistas. Claro
que tratamento de pele não é a praia dele. Então é importante registrar
o que ele acessa na intranet da empresa para não oferecer, no momento
em que ele está buscando um lançamento, creme anti rugas ao invés de
pasta de dente.
Algumas plataformas de busca B2B (leia mais sobre ferramentas de busca)
efetuam uma espécie de cruzamento de metadados de histórico de busca
e navegação com a query efetuada pelo usuário, e podem tornar o caminho
entre o que ele quer e o que é entregue mais curto.
Agora imagine trazer isso para o seu portal - e se você cuida de um
portal mobile está entendendo ainda mais a necessidade de pensar pelo
usuário. Nem sempre o cliente dispõe de tempo e dinheiro para achar um
som legal e baixar nas suas páginas WAP, não é mesmo? Ofereça-lhe
uma ferramenta de busca eficiente. Registre tudo o que ele faz dentro
do seu ambiente.
Se puder trazer de onde ele vem para acessar seu portal, será ótimo para saber onde investir em advertising. Retorne a busca dele com respostas pertinentes e familiares.
Não importa se no seu Top 10 download músicas a Ivete Sangalo reine absoluta se seu usuário prefere jazz.
Ambientes under login são naturalmente mais fáceis para captar dados de navegação e interesses dos usuários de modo mais capilarizado. Para sites de e-commerce, por exemplo, podem-se obter estes insumos por dados de compra e busca armazenados. Além disso, já é esperado pelo usuário que se disponibilize sugestões por cross e up selling e há mais chances de interação ou conversão através destas sugestões quando há um trabalho bem feito de monitoramento.
As conversões por sugestão podem e devem ser rastreadas – elas trazem insights relevantes sobre compra por impulso e associação de produtos para o tão esperado aumento de ticket médio.
E é claro que sempre há os biscoitinhos que nos deixam migalhinhas e que nos salvam quando o usuário é um prospect ou não ainda não se logou no site.
Um fator muito importante deve ser considerado: só ofereça sugestões
quando elas forem realmente úteis para seu cliente. É como tentar
entrar panfletando seus produtos em comunidades de redes sociais - não
adianta forçar. Ninguém dará atenção a você a não ser que tenha algo
realmente relevante e apropriado ao contexto do cliente para oferecer.
Enfim, é claro que tudo isso você já sabe, e posso estar fazendo uma
loucura falando disso agora (quase 2009, gente). Mas nem sempre o dever
de casa é molezinha, não é?
Autor: Maria Clara Lugarinho
Faça parte de nossa equipe, envie seu currículo para nós!
© 1997 - 2010 - Todos os direitos reservados - Tecmedia Internet Design