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26/11/2008
Se você apóia a universalização da informação e a igualdade entre cidadãos comece fazendo com que sua página dê o recado também aos cidadãos com deficiências mas interessados no que você diz.
A acessibilidade é um conceito que ganhou foco da web há pouco tempo, quando deficientes visuais começaram a ganhar processos judiciais contra empresas que tinham websites sem uma versão que pudesse ser acessada por usuários com programas leitores de tela.
Mas a acessibilidade não tange somente à deficiência visual: um site acessível deve ter sido construído preocupando-se sempre com o que ele vai exigir também de capacidade motora, recursos técnicos, largura de banda e capacidade auditiva.
Vale lembrar que um site com uma abertura em Flash pesada, sem a opção de pular esta abertura para exibir o conteúdo, não será acessado corretamente por pessoas que utilizam conexão discada ou não tenham o Flash player instalado.
Além disso, páginas que exigem que o usuário clique em pontos específicos da tela, arrastem elementos ou movam barras de rolagem estreitas exigem uma coordenação motora difícil para usuários com braços comprometidos, problemas nervosos ou visão limitada.
O W3C, consórcio responsável pela criação e homologação de padrões para a internet, apresenta um conjunto de 14 diretrizes a serem seguidas pelos desenvolvedores web para garantir que o site seja acessível por qualquer pessoa que esteja interessada nele.
Estas diretrizes incluem regras com relação à exibição de vídeos, imagens, legendas, versões alternativas de conteúdo e possibilitam a classificação dos sites considerados acessíveis em três níveis, conhecidos como “3 As”, dependendo do grau de necessidade das diretrizes que foram seguidas.
O grau mais alto é o “AAA”. Acesse a
lista de diretrizes em sua versão original. Há também uma
versão em português.
As diretrizes do W3C são as mais recomendadas por considerarem quase todos os tipos de limitações que os usuários podem encontrar, além de orientar sobre as alternativas que garantem a acessibilidade e fornecer um guia de validação para a produção HTML. E é somente seguindo estas diretrizes que um site pode ganhar o selo de acessibilidade.
A Prodam (empresa de tecnologia da informação e comunicação do município de São Paulo) cita em seu site que, de acordo com o Censo do IBGE de 2000, quase 25 milhões de brasileiros têm pelo menos uma deficiência.
Além disso, existem diversas leis de universalização da informação e igualdade entre cidadãos que só podem ser seguidas se a sua página não faz com que cidadãos com deficiências sintam-se excluídos de sua audiência. Vale lembrar, também, que a acessibilidade amplia consideravelmente o público de um site, o que a transforma em uma decisão estratégica.
A Europa é pioneira na popularização da acessibilidade e na produção de conteúdo sobre este tema. No site português
Visibilidade.net podemos encontrar uma lista interessante com ferramentas para desenvolvimento e validação de páginas acessíveis.
Por exigir uma preocupação constante com a implementação de recursos que ainda não possuem um equivalente que respeite as deficiências dos usuários e de seus equipamentos, a acessibilidade é vista com maus olhos por alguns profissionais da criação. Esta é uma postura precipitada, pois existem muitas soluções criativas que tornam o site atraente tanto para o usuário comum quanto para aquele com alguma necessidade especial, além de diversas alternativas simples para os recursos de mídia.
Caso você ainda tenha alguma dúvida sobre que postura tomar com relação à acessibilidade, assista o vídeo
Acessibilidade Web – Custo ou Benefício. Certamente será mais fácil adotar este conceito após conhecer os exemplos de vida deste filme.
Autor: Daniella Castelucci
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