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14/01/2009
Este artigo faz uma analogia entre intranets e condomínios, para explicar a necessidade de uma governança.
Uma governança estruturada é fundamental para a evolução de intranets e portais. Por trás de políticas e planos sofisticados, existe algo básico: liderança e trabalho em equipe.
Aqui entre nós, uma coisa consegue ser pior do que reunião de condomínio: faltar à reunião de condomínio. Ao não participar do debate, você perde a chance de defender os seus interesses e evitar que uns poucos imponham decisões injustas ou bizarras. Alguns problemas só mudam de endereço, e isso vale tanto para edifícios quanto para intranets. Daí a importância de se estruturar a governança desse canal.
Tudo bem, essa não é lá uma analogia brilhante... mas pense nos pontos em comum entre um condomínio mal administrado e uma intranet sem liderança.
SOZINHO, FICA DIFÍCILEm uma governança de intranet ou portal corporativo, também é assim: áreas-chave definem regras, diretrizes e métricas em consenso. Planejam juntas, avaliam juntas, trabalham juntas. Ou melhor, é assim que deveria ser para evitar a dispersão de iniciativas e os conflitos sem fim.
Às vezes faltam candidatos à vaga de “síndico”. Também acontece de sobrarem candidatos, mas faltar talento e conhecimento para encarar essa empreitada. Em outros casos, uma área da empresa até já cuida da intranet, mas de uma forma míope – como aquele gestor de RH que encara o canal como um mural eletrônico e catálogo de benefícios.
Essas duas aplicações estão corretas, claro, mas não são as únicas. O problema não está na coordenação do RH, do Marketing ou de outra área qualquer. O fato é que a web, em geral, tem natureza multidisciplinar. Dificilmente, uma única gerência ou diretoria consegue enxergar todas as possibilidades e pôr a mão na massa para criar um verdadeiro... portal corporativo.
Ops, falei em “portal corporativo”, mas vou ter que deixar esse conceito para um próximo artigo. O mesmo vale para a lista das principais políticas, normas e rotinas regidas pela governança web. Por enquanto, pense que, sem uma boa gestão, ganha quem grita mais alto. E, se esse for o caso na sua empresa, prepare a voz e trace o seu plano – essa é uma boa oportunidade para o surgimento de um líder.
Autor: Daniel Ainsenberg
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