Para manter você sempre atualizado, disponibilizamos artigos super interessantes sobre Internet e assuntos relacionados.
Todos os artigos publicados, neste web site, são de inteira responsabilidade de seus autores, não refletindo obrigatoriamente a opinião da Tecmedia Internet Design.
26/08/2008
O professor canadense Brian Detlor comenta o seu recente livro sobre os desafios encontrados na implantação dos portais
Entre
a gama de soluções de gestão do conhecimento disponíveis atualmente
para ajudar os usuários a encontrar e utilizar a informação de que
precisam em suas tarefas diárias, destaca-se o Portal Corporativo (EIP
- Enterprise Information Portal). Esse termo foi inicialmente cunhado
por um relatório da Merrill Lynch de 1998, elaborado por Shilakes e
Tylman, onde os portais corporativos são descritos como aplicativos que
permitem que as organizações disponibilizem um ponto único e
personalizado de acesso a informações internas e externas, facilitando
assim a tomada de decisões de negócios com melhor embasamento. Os
portais atuariam como plataformas de integração para a informação
corporativa. Empresas de consultoria usualmente destacam os benefícios
potenciais dessa tecnologia em prover acesso personalizado e
estruturado à informação, melhorando a produtividade dos funcionários e
gerando vantagens competitivas estratégicas.
Entretanto,
o problema é que os portais freqüentemente falham em cumprir tais
promessas. Muitas empresas estão desapontadas ou frustradas com a baixa
utilização interna dos portais, mesmo depois de terem investido um
grande montante de recursos humanos e financeiros na implantação. Por
que isso poderia acontecer? Os portais corporativos são difíceis de
construir? Quais são os fatores que fazem com que os funcionários
evitem ou desconsiderem o uso de portais para a criação, distribuição e
uso do conhecimento? O que pode ser feito para tirar vantagem do
potencial dos portais corporativos como apoio à gestão do conhecimento?
Para
responder a essas perguntas é preciso dar um passo atrás para entender
a própria natureza do conhecimento. É necessário um entendimento claro
sobre o tema, se os projetistas quiserem decifrar realmente como o
portal pode apoiar a geração, compartilhamento e uso do conhecimento na
organização.
Um bom
ponto de partida é a cadeia de valor composta por
dado-informação-conhecimento. Os dados podem ser entendidos como fatos,
a informação como dados com significado e o conhecimento como
informação compreendida e aplicada na prática. Ao adotar essa
perspectiva, percebe-se que o conhecimento está intrinsecamente ligado
à informação e, fundamentalmente, baseado
Nessa
abordagem, o melhor que qualquer sistema de informação pode alcançar em
termos de suporte à gestão do conhecimento consiste em disponibilizar,
filtrar e evidenciar as informações mais importantes para que os
usuários desempenhem suas atividades. Esse é o ponto onde os portais
corporativos têm fracassado. A maioria dos portais não se preocupa em
organizar a informação de modo que ela possa ser mais facilmente
digerida pelos usuários. Exemplos de boas práticas seriam colocar na
vitrine as informações críticas, eliminar informações de baixa
relevância, gerar automaticamente resumos consolidados, descobrir elos
ocultos no conteúdo dos documentos e prover espaços ricos de
comunicação para as pessoas debaterem e criticarem idéias.
Existem
também problemas sociais por natureza. Por exemplo, as pessoas
importantes e respeitadas na empresa usam o portal? Com o exemplo vindo
de cima, facilita-se enormemente o convencimento dos demais usuários no
processo de adoção do portal. Outros problemas
são específicos de cada organização. Por exemplo, a empresa possui uma
equipe responsável pela manutenção da infra-estrutura do portal? Ou
ainda, a empresa possui alguma política de recompensa ou incentivo ao
compartilhamento de informações?
Autor: Brian Detlor
Faça parte de nossa equipe, envie seu currículo para nós!
© 1997 - 2008 - Todos os direitos reservados - Tecmedia Internet Design